Sonho absurdo


Porque é que este sonho absurdo
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?

Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.

José Gomes Ferreira

De volta com o Verão!


Tal como o calor que sempre regressa no Verão, cá estou de novo.
Sei que a ausência foi grande, mas espero compensar os poucos fiéis que vão passando por cá.

UTOPIA

Porque Abril é cada vez mais uma utopia. Deixo-vos com as palavras de José Afonso.

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

Mancha negra!

A mancha negra que ameaça o ideário de Abril, tem crescido demasiado nos últimos tempos. Agora que nos preparamos para comemorar mais um aniversário dos cravos, é tempo para estar vigilante e recusar esse avanço.